quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Conversas com História



 Durante o mês de outubro o Colégio de Amorim recebeu a visita do Dr. José Flores, arqueólogo da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que veio conversar com os alunos das turmas do 5.º e 7.º anos sobre a arqueologia e a sua importânci ano estudo do passado humano.
Aqui ficam alguns testemunhos dos alunos desta atividade.



Tivemos a vinda ao colégio de um arqueólogo que é o Dr. Flores e que nos falou da arqueologia. Nós estávamos a pensar que era uma aula de comida porque só falava de comida romanas e um molho que era o garum. Ele falou como pode haver casas romanas debaixo da terra. O Doutor deixou-nos mexer muitas pedras e uma delas é o sílex. Falou da Pré-História e de Bracara Augusta. No fim, ele contou-nos que duas horas depois ia escavar o castelo da Póvoa.
 

Recebemos na aula de História e Geografia de Portugal, o arqueólogo da Póvoa de Varzim. No princípio, ele apresentou-se e apresentou o seu trabalho. Ensinou-nos como se fazem escavações e os materiais que se usam. O arqueólogo Flores explicou-nos a diferença entre o Historiador e o Arqueólogo. Falamos nas diferenças entre as pedras e foi muito interessante.

Mas a parte que eu mais gostei foi quando ele nos explicou como podíamos caçar naquela época. Eu adorei, espero que ele venha ao Colégio mais vezes.

 

Veio um arqueólogo à nossa sala que veio falar sobre a arqueologia. Disse-nos que antes, debaixo das piscinas municipais existia uma quinta em que morava um senhor chamado Varsílios (?). Supostamente, por causa dele, é que se chama de Póvoa de Varzim. Era fabricado um molho chamado Garum e era muito caro. E era colocado em carne. Ainda se fabrica esse molho no Vietnam e na Tailândia. O Dr. Flores disse que se nós fizermos fricção com as mãos elas aquecem. Também mostrou que o sílex corta o papel, cortando um pedaço de folha do caderno do Bruno. Referiu também sobre os povos antigos e as suas maneiras de ser. Aplaudimos a apresentação e o Dr. Flores convidou-nos a irmos escavar com ele quando formos grandes.
 

Numa sexta feira, veio à nossa escola um arqueólogo - Dr. Flores - que veio explicar-nos o que é a arqueologia e o que ele encontrou aqui na Póvoa. A primeira coisa que ele nos mostrou foi um quadro que se usava antigamente para escrever (esse tal quadro era feito de cera). A segunda coisa que ele nos mostrou foi uma pedra chamada de Silex que se partida em bocados e podia ser usada para a caça. Depois falou-nos de um espécie de molho que usavam para reaproveitar a comida. De seguida, ele mostrou-nos uma apresentação sobre as suas escavações e o que ele encontrou e no final mostrou-nos uma moeda antiga. E esta foi a apresentação do Arqueólogo Flores.
 

Na sexta feira, o arqueólogo Dr. Flores mostrou-nos vestígios de materiais e coisas que se utilizavam há 4 milhões de anos. Para começar, mostrou-nos um quadro de escrever feito de cera, uma telha e uma pedra para tocarmos. A pedra era estranha e a telha mais parecia uma cama em miniatura. Em seguida, mostrou-nos uma moeda romana que é muito diferente do euro que usamos hoje em dia. Depois, fez sílex ao friccionar duas pedras. Até conseguiu cortar uma folha! Foi a parte que eu mais gostei. Para acabar, mostrou-nos que os povos recolectores faziam “garum”. Era uma comida feita de peixe produzida da seguinte forma: punha-se água salgada e peixes numa ravina. Depois juntava-se mais sal e usava-se uma ventosa para rebentar o estômago dos peixes. Eu gostei da visita do arqueólogo e, felizmente, ele vai ao Colégio de Amorim mais vezes.
 

O Doutor Flores é arqueólogo da Póvoa de Varzim, que veio ao Colégio de Amorim. O Doutor Flores mostrou-nos os nossos antepassados, e como é que a vida era antes, como é que comiam, como é que trabalhavam e algumas coisas mais sobre pedras. Ele falou da pedra sílex. A pedra sílex é um tipo de rocha, muito dura e com densidade elevada. Geralmente é cinzenta ou negra. Falou também de Braga, uma cidade espetacular. Braga é uma cidade muito bonita, mas antes chamava-se Bracara Augusta, um nome um pouco esquisito, provavelmente foi muito importante noutras alturas. Esqueci-me de dizer no princípio: um arqueólogo é o que estuda as culturas e os modos de vida do passado a partir da análise de vestígios e materiais. É uma ciência social que estuda as sociedades já acabadas, através dos seus materiais, por exemplo: um objeto de arte e também estruturas arquitetónicas. Também inclui no campo de estudos feitos pelo Homem no meio ambiente. A maior parte dos arqueólogos estuda antiguidades, restos materiais da vida humana já desaparecidos. O Dr. Flores disse-nos muitas informações sobre as antiguidades, como se passou a vida há muitos séculos atrás.

Um dia o Dr. Flores foi à nossa escola. Falou-nos sobre o passado (40 000 anos a.C). Ele começou por falar dos utensílios que eles utilizavam e depois falou-nos do que encontrou nas escavações: pedras, ferro e muitas mais coisas. Foi um prazer ter o Dr. Flores na minha sala.
 

Um arqueólogo é uma pessoa que estudo sobre coisas antigas. Usa material de dentista para limpar objetos pequenos.

O senhor arqueólogo mostrou-nos um par de pedras antigas e uma delas chamava-se Silex. Antigamente a cidade que nós agora chamamos Braga, antigamente chamava-se Bracara Augusta. Nos tempos antigos, debaixo da piscina municipal da Póvoa de Varzim havia uma quinta muito grande e lá fabricavam um molho chamado “garum” e servia para dar melhor sabor à comida. Cada ânfora custava duas ou até três moedas de ouro! Hoje em dia, ainda se vende o antigo e repugnante “garum” (se soubessem como se fazia pensavam na mesma coisa) na Tailândia. Os arqueólogos encontraram coisas da quinta debaixo da terra. Enfim, eu gostei muito da visita do nosso querido arqueólogo e espero ter mais.
 

Numa sexta feira, o Dr. Flores veio visitar a nossa escola. O Dr. Flores mostrou-nos uma pedra que se juntássemos a pedra com outra resultava numa lâmina. Essa pedra servia para afiar paus e era uma arma de caça e defesa. O Dr. Flores disse-nos, que encontrou uma casa coberta de areia e quando entrou lá os tijolos da casa ainda estavam todos alinhados. Também encontrou um vaso de quarenta centímetros. Ele mostrou-nos um PowerPoint que realçava a importância do mexilhão na comida dos romanos. Gostei da exposição feita pelo arqueólogo e percebi que a história investiga o passado do Homem e os seus costumes.
 

Numa manhã, o arqueólogo Doutor Flores veio explicar o que é que um arqueólogo e o que usa na sua profissão. Explicou o que é um arqueólogo: procura vestígios de coisas antigas. Disse ainda que certo dia em Beiriz encontrou um vaso histórico de 40 cm. Comentou que no seu trabalho usa instrumentos de dentista. Falou do Garum, que é um molho feito de vários peixes misturados e que ao fim de três, quatro semanas a secar ao sol era consumido pelos Homens. Foi uma vista muito engraçada, que permitiu sabermos a importância do arqueólogo e as suas funções na História.

O Dr. Flores, um senhor arqueólogo veio à nossa sala apresentar um trabalho sobre a arqueologia. Mostramos coisas do passado que encontrou debaixo da terra. Mostrou várias evoluções do Homem, onde os romanos viviam, como os romanos comiam, caçavam, falavam e escreviam. Foi uma boa visita sobre a história do Dr. Flores. Eu gostei! Foi bom para aprender!

Um arqueólogo veio-nos visitar a mim e à minha turma. Ele falou-nos de coisas antigas, o que ele encontrou, que tinha vários colegas a ajudar (penso que eram cinco), falou-nos de um molho com muito sal… A parte que eu mais gostei foi de ver coisas antigas que ele encontrou, mas a que menos gostei foi a do molho porque foi nojento como ele explicou, mas…se foi muito fixe? Foi.

Os arqueólogos são pessoas que escavam buracos para encontrar coisas especiais.
Hoje, eu conheci e ele deixava-me pegar nas pedras antigas. Ele disse que debaixo da nossa terra tinha uma coisa enterrada ali: era uma fábrica de “garum”. Era assim que eles colocavam peixes mortos, água, sal, peixe, sal, peixe e sal. E depois esmagavam tudo.

Um arqueólogo foi à nossa escola ensinar-nos um pouco de arqueologia. Ele mostrou-nos uma pedra que se batermos com outra se transforma num utensílio. Foi a minha aprendizagem favorita e contou-nos como os romanos viviam e o que comiam.
 

O arqueólogo Flores veio falar-nos sobre a arqueologia. Ele falou sobre uma pedra chamada sílex, que era um instrumento de caça. Antigamente, as pessoas usavam o sílex para cortar animais a meio. Eu questionei ao arqueólogo se ainda havia Garum. Ele disse que numa escavação já viu uma telha romana e deu-nos para nós mexermos. O arqueólogo Flores falou-nos do seu trabalho nas escavações e convidou-nos a sermos arqueólogos por um dia quando tivermos 15 anos.

O 5.º ano recebeu a visita do arqueólogo Dr. Flores. O objetivo da visita era o de ensinar a importância dos artefactos históricos. Começou por explicar a diferença entre arqueólogos e historiadores. De seguida, pegou numa pedra lascada e numa normal batendo uma na outra. A lascada ficou afiada e a normal partiu. Ele queria demonstrar um objeto que os Homens pré-históricos usavam. Depois falou das escavações que fez em vário locais de Portugal e nos instrumentos usados no seu trabalho. No final informou-nos que é necessário pedir à Camara Municipal uma licença para fazer as escavações. O que adorei ver foram os instrumentos para as escavações porque eles utilizam materiais de dentista.

Eu tive um arqueólogo na minha escola. Ele ensinou-me que debaixo da terra há objetos perdidos dos nossos antepassados como por exemplo moedas, telhas de casas antigas. Mostrou formas para fazer um molho de antigamente. Também ensinou que havia vários tipos de arqueologia como a subaquática, entre outras. A última coisa que ensinou foi que na arqueologia é preciso saber bem e ter muitos factos na cabeça porque é assim que podemos ser inteligentes e será melhor para o futuro.

sábado, 25 de Outubro de 2014

Homens na América


Caçadores recolectores do Paleolítico terão chegado às montanhas dos Andes há cerca de 12 800 anos, quase dois mil anos mais cedo do que se pensava anteriormente.
A descoberta, publicada na revista Science, sugere que os primeiros habitantes da América do Sul terão rapidamente se espalhado pelo continente e não lentamente como se pensava.
O autor do estudo, Kurt Rademaker, descobriu vestígios humanos em Pucuncho, a 4267 metros, nos Andes peruanos, zona com muita água, erva e vicuñas (parente do Lama).
Ao explorar esta zona Rademaker encontrou um antigo acampamento, assim como dois locais de exploração de obsidiana, pedra utilizada para fazer instrumentos. Na escavação foi possível recuperar pontas de seta e datar carvão e ossos de animais com o método de Carbono 14.
Os novos achados também demonstram que a adaptação à vida em locais altos foi mais rápida do que se pensava anteriormente.

 Photo of the Vicuñas in the Pucuncho Basin.

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Origem genética dos europeus modernos


Um estudo divulgado pela revista científica Nature defende que os europeus modernos descendem de, pelo menos, três grupos de antepassados. Depois dos agricultores e caçadores-coletores, o estudo aponta agora para uma terceira contribuição genética, do norte da Eurásia.
A história remonta há cerca de 7.500 anos. Os primeiros agricultores chegam do Médio Oriente e entram em contacto com os caçadores-coletores que viviam na Europa há dezenas de milhares de anos.

Os trabalhos de pesquisa em genética e arqueologia dos últimos 10 anos revelam que todos os europeus modernos descendem da mistura destas duas populações. Mas, uma equipa internacional de mais de uma centena de investigadores, liderado por David Reich (da Universidade de Harvard, Estados Unidos) e Johannes Krause (Universidade de Tübingen, Alemanha), colocou em evidência, uma terceira contribuição, do norte da Eurásia, de uma região que ocupa grande parte da atual Rússia até o norte da Ásia.

Estes antigos eurasianos do norte chegaram à Europa pouco tempo depois da introdução da agricultura. Os investigadores sequenciaram o ADN de mais de 2.300 pessoas e de nove esqueletos antigos, oito caçadores-coletores (que viveram há cerca de 8.000 anos) e um agricultor, que viveu por volta de 7.000 anos atrás. Foram igualmente investigados dados genéticos de outros homens antigos do mesmo período.
A influência relativa de cada um dos três grupos varia de acordo com as populações europeias. A contribuição dos antepassados da Eurásia do Norte é a menor, nunca ultrapassando 20% do total.

Arte rupestre na Ásia

Arqueólogos descobriram uma mão pintada numa caverna da Indonésia que foi datada com cerca de 39 000 anos, tornando-se assim numa das mais antigas imagens do mundo.
A descoberta foi feita na ilha de Sulawesi e expandiu vastamente a geografia dos primeiros artistas das cavernas que durante imenso tempo se pensou que apenas existiam na Pré-História Europeia.
O artigo publicado na revista Nature apresenta imagens de mãos e de um babirussa (espécie quase extinta na atualidade).
O arqueólogo Maxime Aubert, da Universidade de Griffith na Austrália, um dos autores do artigo, refere que na arte rupestre a maioria das representações são de grandes e, geralmente, perigosas espécies de mamíferos, que provavelmente tinham um importante papel no sistema de crenças da pessoas da época.
Um outro perito, Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, prevê que outros exemplos, até mais antigos, de arte serão encontrados noutros locais, provavelmente até em África, berço da humanidade.

A photo of the oldest hand stencil in the world, dated to 39,000 years ago.   Uranium traces reveal the earliest possible dates for a hand stencil and female babirusa (a hoglike animal also called a pig-deer) painted in Sulawesi's Leang Timpuseng cave.

A dieta dos Gladiadores romanos


Na antiga cidade de Éfeso, na costa ocidental da Turquia, junto ao mar Mediterrânico, foi descoberto um cemitério de gladiadores, com dezenas de ossadas e algumas campas, f em 1993. Os gladiadores eram escravos, criminosos ou prisioneiros obrigados a combater em duelos públicos financiados pela classe alta romana para entreter o povo.
Um artigo científico conclui que a dieta destes homens era maioritariamente à base de vegetais e com a ingestão de poucas proteínas de origem animal. De uma forma geral, a sua dieta era semelhante à dos outros cidadãos de Éfeso, mas havia uma diferença curiosa.
Os ossos dos gladiadores apresentam níveis mais altos do elemento químico estrôncio do que o resto dos habitantes da cidade. Para os autores desta investigação, esta característica poderá dever-se a um cocktail de cinzas de plantas que os lutadores tomavam depois das lutas.
“As cinzas são mencionadas por Plínio, o Velho [naturalista romano], na obra História Natural, como um remédio depois dos exercícios de luta [dos gladiadores]”, explica Fabian Kanz,  da Universidade de Viena, na Áustria, um dos cientistas que estudou entre 2000 e 2010 as ossadas encontradas em Éfeso. “A função desta solução deveria ser semelhante à do cálcio efervescente e à das barras de manganês que se encontram hoje nas farmácias.” Estas cinzas poderão ter sido oriundas da queima da madeira de “cedros, pinheiros e carvalhos”, refere o artigo.
Fabian Kanz deixa-nos uma possível receita para esse cocktail: “Pensamos que a cinza poderia ser dissolvida numa mistura de vinagre e água — uma bebida romana normal — e talvez fosse adicionado mel para adoçar.”

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/gladiadores-romanos-bebiam-um-cocktail-de-cinzas-para-fortalecer-os-ossos-1673561